terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sebastião da Gama


Do poeta português que eu escolhi, Sebastião Artur Cardoso da Gama, aqui deixo os factos mais relevantes da sua vida e um dos seus poemas mais admirados :


  • Nasceu, em Azeitão, a 10 de Abril de 1924;

  • Licenciou-se em Filologia Românica, na cidade de Lisboa (1947);

  • Exerceu a profissão de Professor em Lisboa, Setúbal e Extremoz;

  • Colaborou nas revistas Árvore e Távola Redonda;

  • Fundou a liga para a protecção da natureza;
  • Faleceu jovem com 27 anos, a 7 de Fevereiro de 1952 vítima de tuberculose renal na Arrábida;

  • Ainda em vida, publicou as seguintes obras: Serra Mãe (1945), Loas a Nossa Senhora da Arrábida (1946), Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Alberto (1951);

  • Após a sua morte foram editados: Pelo Sonho é que Vamos (1953), Diário ( Obra muito importante em que relatava a sua experiência como docente e fazia uma reflecção sobre o ensino - 1958), Itenerário Paralelo (1967), O Segredo é Amar (1969) e Cartas I (1994);

  • Em 1999, na sua terra natal inauguraram um museu em sua honra intitulado Museu Sebastião da Gama.

Pequeno Poema

Quando eu nasci,

ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,

nem o Sol escureceu,

nem houve Estrelas a mais...

Somente,

esquecida das dores,

a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,

não houve nada de novo

senão eu.

As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,

bastava

toda a ternura que olhava

nos olhos de minha Mãe...

Sílvia Moreira

1 comentário:

Alice Fernandes disse...

Olá, Silvita,
que 2010 seja um ano de concretização dos seus desejos e a recompensa pelo seu empenho e dedicação!
Um abraço,
Profª Alice