domingo, 29 de novembro de 2009

Alexandre O'Neill

Biografia

  • Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill;

  • Nascido em Lisboa a 19 de Dezembro de 1924;

  • Descendente de família Irlandesa;

  • Poeta importante no movimento surrealista português;

  • Em 1942, com apenas 17 anos escreve os primeiros versos no jornal de Amarante,o Flôr do Tâmega;

  • Em 1947, Alexandre O'Neill, Mário Cesariny e Mario Domingues iniciam experiências a nível da linguagem que conduziram ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade dos sentidos;

  • Em 1948, juntamente com Mário Cesariny, José Augusto França e António Domingues fundam o Grupo Surrealista de Lisboa;

  • Apesar de nunca ter sido escritor profissional sempre viveu da sua escrita;

  • Em 1959 iniciou-se como redactor de publicidade ficando asim alguns slogans da sua autoria famosos e um que se converteu provérbio: "Há mar e mar, há ir e voltar";

  • Fez parte da direcção da revista Almanaque, onde colaboraram também José Cardoso Pires e Luís de Stau Monteiro;

  • A letra do fado "Gaivota" interpretado por Amália é da sua autoria;

  • Em 1976 sofre um ataque cardíaco;

  • Em 1984 sofre um AVC antecipatório daquele que o iria internar em Abril de 1986;

  • Falece em Lisboa a 21 de Agosto de 1986.


Bibliografia

  • Em 1958, com a publicação de No Reino da Dinamarca vê-se reconhecido como poeta;

  • A sua poesia concilia uma atitude de vanguarda que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo de palavras que evidencia o lado surreal do real;

  • Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo assim a imagem de um proletariado heróico criada pelo Neorealismo na alternância da constatação entre o absurdo da vida e o humor como única forma de se opor.


Poema escolhido



Mal nos conhecemos

Inaugurámos a palavra "amigo".



"Amigo" é um sorriso

De boca em boca,

Um olhar bem limpo,

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!



"Amigo" (recordam-se, vocês aí,

Escrupulosos detritos?)

"Amigo" é o contrário de inimigo!



"Amigo" é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,

É a verdade partilhada, praticada.



"Amigo" é a solidão derrotada!



"Amigo" é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!



Alexandre O'Neill in No Reino da Dinamarca

1 comentário:

Alice Fernandes disse...

Olá, Catarina,
espero que tenha entrado em grande em 2010 e que este seja um ano de realização dos seus sonhos!
Um abraço,
Profª Alice