sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Feliiiiz Nataaal XD
de um novo tempo que começou
Nesses novos diias
as alegriiias serão de todos
é só querer.
Todos os nossos sonhos serão verdade
O futuro já começouu.
Hoje a festa é sua
Hoje a festa é nossa
é de quem quiser
quem viiier.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Herberto Hélder

Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira (Funchal, 23 de Novembro de 1930) é um escritor português de ascendência judaica.
Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo trabalhado em Lisboa como jornalista, bibliotecário, tradutor e apresentador de programas de rádio. Viajou por diversos países da Europa realizando trabalhos corriqueiros, sem nenhuma relação com a literatura e foi redactor da revista Notícia em Luanda, Angola, em 1971, onde sofreu um acidente grave.
É considerado um dos mais originais poetas vivos de língua portuguesa. É uma figura misantropa, e em torno de si paira uma atmosfera algo misteriosa uma vez que recusa prémios e se nega a dar entrevistas. Em 1994 foi o vencedor do Prémio Pessoa que recusou. É pai do jornalista Daniel Oliveira.
A sua escrita começou por se situar no âmbito de um surrealismo tardio. Escreveu "Os Passos em Volta", um livro que através de vários contos, sugere as viagens deambulatórias de uma personagem por entre cidades e quotidianos, colocando ao mesmo tempo incertezas acerca da identidade própria de cada ser humano (ficção); "Photomaton e Vox", é uma colectânea de ensaios e textos e também de vários poemas. "Poesia Toda" é o título de uma antologia pessoal dos seus livros de poesia que tem sido depurada ao longo dos anos. Na edição de 2004 foram retiradas da recolha suas traduções. Alguns dos seus livros desapareceram das mais recentes edições da Poesia Toda, rebatizada Ofício Cantante, nomeadamente Vocação Animal e Cobra.
A crítica literária aproxima sua linguagem poética do universo da Alquimia, da mística, da Mitologia edipiana e da Imago da Mãe.
Se houvesse degraus na terra...
Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.
Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.
Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.
Herberto Helder
domingo, 13 de dezembro de 2009
Sophia de Mello Breyner Anderson

terça-feira, 8 de dezembro de 2009
OS NOSSOS POETAS
Profª Alice
sábado, 5 de dezembro de 2009
Ary dos Santos

José Carlos Ary dos Santos nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937 e é natural de uma família da alta burguesia. Aos 14 anos, através de familiares, vê publicados alguns dos seus poemas, mas revela verdadeiramente as suas qualidades poéticas em 1954, com 16 anos, onde são seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett alguns dos seus poemas.
Ary dos Santos abandona a sua casa de família e começa a trabalhar para se sustentar, chegando a vender máquinas para pastilhas e a distribuir publicidade.
Em 1963 deu-se a sua estreia efectiva com a publicação do livro A Liturgia do Sangue.
Em 1969 inicia-se na actividade política ao alistar-se ao PCP e nesse mesmo ano concorreu também ao Festival da RTP da Canção com os poemas Desfolhada Portuguesa (1969), Menina do Alto da Serra (1971) e Tourada (1973), obtendo os primeiros prémios.
Ary dos Santos, autor de muitos poemas para canções, gravou textos e poemas de muitos autores e intérpretes e ainda um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira.
O poeta morreu a 18 de Janeiro de 1984 e em 1988, Fernando Tordo editou o disco “O Menino Ary dos Santos” com os poemas escritos por Ary dos Santos na sua infância.
O seu nome foi dado a uma rua do Bairro de Alfama.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ruy Belo

Nasceu em 1933 em São João da Ribeira, pequena aldeia do concelho Rio Maior.
Ruy Belo estudou no liceu de Santarém, mais tarde tira o curso de Direito na universidade de Coimbra e depois na universidade de Lisboa onde se diplomou em 1956. Ruy belo também fez o doutoramento em Direito Canónico ( é o conjunto de normas que regulam a vida na comunidade eclisial), na universidade de São Tomás de Aquino em Roma, com uma tese com o titulo “Ficção literária e censura eclesiástica” (1958).
Ruy Belo casa em 1966 com Maia Teresa Carniço Marques, nascendo deste casamento 3 filhos.
Ruy Belo também frequentou a faculdade de letras em Lisboa, e terminou em 1967 a licenciatura em filologia romântica.
Ruy Belo exerceu, durante pouco tempo um cargo de director-adjunto, ministério de educação Nacional, mas o seu relacionamento com os opositores ao regime Ditorial, a participação da greve académica de 1962 e a sua candidatura a deputado, em 1969, pelas listas de comissão eleitoral de unidade democrática (CEUD), levaram a que as suas actividades fossem vigiadas e condicionadas. Ocupou, ainda, um lugar de leitor de Português na Universidade de Madrid (1971-1977). Ruy Belo regressou a Portugal em 1977 onde lhe foi recusado a possibilidade de leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa, dando aulas na Escola Técnica do Cacém, no ensino nocturno.
Ruy Belo morreu em 1978 de Agosto, na sua residência.
Obras:
Os seus primeiros livros de poesia foram “Aquele Grande Rio Eufrates” (1961) e “O Problema da Habitação” (1962). Às colectâneas de ensaios “Poesia Nova” (1961) e “Na Senda da Poesia” (1969), seguiram-se obras cuja temática se prende ao religioso e ao metafísico, sob a forma de interrogações acerca da existência. É o caso de “Boca Bilingue” (1966), “Homem de Palavras” (1969), “País Possível” (1973, antologia), “Transporte no Tempo” (1973), 2A Margem da Alegria” (1974), “Toda a Terra “(1976) e “Despeço-me da Terra da Alegria” (1977).
Alguns Poemas que Ruy Belo escreveu:
“Literatura explicativa”
“Compreensão da árvore”
“Algumas proposições com pássaros e árvores”
“A morte da água”
“Mas que sei eu”
“Povoamento”
“É triste ir pela vida”
“Contigo aprendi coisas tão simples”
“Este céu passará”
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Miguel Torga
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nascido em Vila Real a 12 de Agosto de 1907, foi um dos mais importantes escritores do século XX.
Emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como capinador, apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras. De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino secundário e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve.
Casa com Andrée Crabbé em 1940, estudante de nacionalidade belga - aluna de Estudos Portugueses, ministrados por Vitorino Nemésio em Bruxelas - que viera a Portugal para frequentar um curso de férias na Universidade de Coimbra. A sua filha, Clara Rocha, nasce a 3 de Outubro de 1955.
Miguel Torga, morre em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995.
Um dos seus poemas, chamado "Denúncia":
Acuso-te, Destino!
A própria abelha às vezes se alimenta
Do mel que fabricou…
E eu leio o que escrevi
Como um notário um testamento alheio.
Esvazio o coração, cuido que me exprimi,
E vou a olhar o poço, e ele continua cheio!
Acuso-te e protesto.
É manifesto
Que existe malvadez ou má vontade!
Com a mais humilíssima humildade,
Requeiro, peço, imploro…
Mas trago às costas esta maldição
De sofrer com razão ou sem razão,
E de não ter alívio nas lágrimas que choro!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eugénio de Andrade
prosseguindo os estudos, foi para Castelo Branco, Lisboa e Coimbra, onde residiu entre 1939 e 1945. Em 1947 entrou para a Inspecção Administrativa dos Serviços Médico-Sociais, em Lisboa. Em 1950 foi transferido para o Porto, onde fixou residência. Antero de Quental

Antero Tarquínio de Quental nasceu na Ilha de São Miguel, nos Açores, no dia 18 de Abril de 1842. Durante a sua vida, dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Iniciou os seus estudos na cidade onde nasceu, mudando-se depois para Coimbra aos 16 anos, onde estudou Direito.
Em 1861, publicou os seus primeiros sonetos. Quatro anos depois, publicou as Odes Modernas e iniciou a Questão Coimbrã, uma das mais importantes polémicas literárias portuguesas, desencadeada por um grupo de jovens intelectuais que vinham reagindo contra o atraso cultural do país.
Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português. Em 1869, fundou o jornal A República, com Oliveira Martins.
Em 1874 foi-lhe diagnosticada uma tuberculose, o que o obrigou a descansar por um ano, mas em 1875, fez a reedição das Odes Modernas.
Em 1879 mudou-se para o Porto, e em 1886 publicou aquela que é considerada pelos críticos como a sua melhor obra poética, Sonetos Completos, com características autobiográficas e simbolistas.
Mais tarde, em 1880, adoptou as duas filhas do seu amigo, Germano Meireles, que falecera em 1877.
Portador de Transtorno Bipolar (variação extrema do humor, hiperactividade e grande imaginação, lentidão para conceber e realizar ideias, e ansiedade ou tristeza - Depressão maníaca), em Junho de 1891, regressa a Ponta Delgada, suicidando-se no dia 11 de Setembro, com dois tiros na boca, disparados num banco de jardim.
Na mão de Deus, na sua mão direita,
Como as flores mortais, com que se enfeita
Como criança, em lôbrega jornada,
Selvas, mares, areias do deserto...
Florbela Espanca
Vida
Amar
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
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Só agora consegui postar as informações e o poema da Apresentação Oral. Não tenho conseguido entrar no Blogue de Turma
.
João P. Cunha, nº15 - 12ºB
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Sebastião da Gama
- Nasceu, em Azeitão, a 10 de Abril de 1924;
- Licenciou-se em Filologia Românica, na cidade de Lisboa (1947);
- Exerceu a profissão de Professor em Lisboa, Setúbal e Extremoz;
- Colaborou nas revistas Árvore e Távola Redonda;
- Fundou a liga para a protecção da natureza;
- Faleceu jovem com 27 anos, a 7 de Fevereiro de 1952 vítima de tuberculose renal na Arrábida;
- Ainda em vida, publicou as seguintes obras: Serra Mãe (1945), Loas a Nossa Senhora da Arrábida (1946), Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Alberto (1951);
- Após a sua morte foram editados: Pelo Sonho é que Vamos (1953), Diário ( Obra muito importante em que relatava a sua experiência como docente e fazia uma reflecção sobre o ensino - 1958), Itenerário Paralelo (1967), O Segredo é Amar (1969) e Cartas I (1994);
- Em 1999, na sua terra natal inauguraram um museu em sua honra intitulado Museu Sebastião da Gama.
Pequeno Poema
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
Sílvia Moreira
domingo, 29 de novembro de 2009
João Miguel Fernandes Jorge
Nasceu em 1943 no Bombarral. Formado em Filosofia pela Universidade de Lisboa, é professor do ensino secundário. Poeta e crítico de arte.
é autor de uma vasta obra de ficção, poesia e ensaios sobre arte, colaborador de “O Independente” e co-director da revista “As escadas não têm Degraus”. Recebeu os prémios José Régio de poesia da Feira do Livro do Porto (1975) e Nicola de poesia (1985).
| Este é o Papel Singular da Alegria Este é o papel singular da alegria |
Vitorino Nemésio
Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva foi um poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau tempo no canal , e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nasceu na Praia da Vitória, ilha Terceira, em 1901.A sua vida não lhe correu bem em termos de sucesso escolar devido a expulsão do Liceu de Angra, a reprovação do 5.º ano e concluir o Curso Geral dos Liceus como aluno externo do Liceu Nacional da Horta, com qualificação de dez valores. Apenas guardou boas recordações de Manuel António Ferreira Deusdado, que o introduziu na vida das letras.
O jornal O Telégrafo deu notícia de que Nemésio, apesar de ser um fedelho, um ano antes de chegar à Horta, havia enviado um exemplar de Canto Matinal, o seu primeiro livro de poesia, ao director do jornal. Chegou à Horta já imbuído de alguns ideais republicanos, pois já havia participado em reuniões literárias, republicanas e anarco-sindicalistas.
Em 1918 estavam instaladas na Horta as companhias dos Cabos Telegráficos Submarinos, possuindo a ilha um ambiente cosmopolita, que contribuiu, decisivamente, para que ele viesse, mais tarde a escrever uma obra mítica que dá pelo nome de Mau Tempo no Canal.
Em 1926, casa com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes, de quem teve quatro filhos: Georgina, Jorge, Manuel e Ana Paula.
Em 1930, transfere se para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde conclui o curso de Filologia Românica, começando desde logo a leccionar literatura italiana.
Em 1934 doutorou-se na mesma universidade com a tese A Mocidade de Herculano até à Volta do Exílio.
Entre 1937 e 1958 lecciona na Unversidade Livre de Burxelas e no Brasil.
Foi autor e apresentador do programa televisivo Se bem me lembro, que muito contribuiu para popularizar a sua figura e dirigiu ainda o jornal O Dia entre 1975 e 1976.
Vitorino Nemésio foi um dos grandes escritores portugueses do século XX, tendo recebido em 1965, o Prémio Nacional de Literatura e em 1974, o Prémio Montaigne.
Faleceu 1978, em Lisboa, no Hospital da CUF, e foi sepultado no cemitério de Santo António dos Olivais, em Coimbra.
Alexandre O'Neill
- Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill;
- Nascido em Lisboa a 19 de Dezembro de 1924;
- Descendente de família Irlandesa;
- Poeta importante no movimento surrealista português;
- Em 1942, com apenas 17 anos escreve os primeiros versos no jornal de Amarante,o Flôr do Tâmega;
- Em 1947, Alexandre O'Neill, Mário Cesariny e Mario Domingues iniciam experiências a nível da linguagem que conduziram ao desmembramento do sentido lógico dos textos e à pluralidade dos sentidos;
- Em 1948, juntamente com Mário Cesariny, José Augusto França e António Domingues fundam o Grupo Surrealista de Lisboa;
- Apesar de nunca ter sido escritor profissional sempre viveu da sua escrita;
- Em 1959 iniciou-se como redactor de publicidade ficando asim alguns slogans da sua autoria famosos e um que se converteu provérbio: "Há mar e mar, há ir e voltar";
- Fez parte da direcção da revista Almanaque, onde colaboraram também José Cardoso Pires e Luís de Stau Monteiro;
- A letra do fado "Gaivota" interpretado por Amália é da sua autoria;
- Em 1976 sofre um ataque cardíaco;
- Em 1984 sofre um AVC antecipatório daquele que o iria internar em Abril de 1986;
- Falece em Lisboa a 21 de Agosto de 1986.

Bibliografia
- Em 1958, com a publicação de No Reino da Dinamarca vê-se reconhecido como poeta;
- A sua poesia concilia uma atitude de vanguarda que se manifesta no carácter lúdico do seu jogo de palavras que evidencia o lado surreal do real;
- Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira a Portugal e aos portugueses, destruindo assim a imagem de um proletariado heróico criada pelo Neorealismo na alternância da constatação entre o absurdo da vida e o humor como única forma de se opor.
Poema escolhido
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra "amigo".
"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill in No Reino da Dinamarca
sábado, 28 de novembro de 2009
Mário de Sá-Carneiro
sexta-feira, 27 de novembro de 2009

De seu nome João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, nasce no Porto a 1799.
Como romancista, Garrett é considerado o criador da prosa moderna em Portugal. Na poesia, foi dos primeiros a libertar se dos cânones clássicos e a introduzir em Portugal a nova estética romântica.
Devido às invasões francesas parte para a ilha terceira em 1809. Em 1816 foi estudar para a Universidade de Coimbra, frequentando o Curso de Direito. As suas influências eram sem duvida alguma liberais, e datam desta epoca graças á troca de ideias com outros universitários.
Em 1821 editou a sua primeira obra, o poema "O Retrato de Vénus", que foi considerado ultrajante pela censura, tendo levado esta obra a comparecer em tribunal.
Exilou-se em Inglaterra em 1823, onde entrou em contacto com a literatura romântica (Byron e Walter Scott).
Em 1825 publicou em Paris "Camões", obra marcante para o Romantismo português. Públicou tambem "Dona Branca".
Após a guerra civil, foi nomeado cônsul geral em Bruxelas. Regressou a Portugal em 1836 e Passos Manuel encarregou-o de reorganizar o teatro nacional, nomeando-o inspector dos teatros. Além da actividade política e legislativa, Garrett continuou sempre trabalhando na sua obra e escreveu para o Teatro "Um auto de Gil Vicente" em 1838, "D. Filipa de Vilhena" em 1840 e "O Alfageme de Santarém" em 1842.
Garrett foi opositor da ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector geral dos teatros. Esta terá sido a época mais criativa de toda a sua carreira literária: em 1843 publicou "Frei Luis de Sousa", em 1845 "As Viagens na Minha Terra" e "As Flores sem Fruto", e "Folhas Caídas", que data de 1853, embora tenha sido escrito antes.
O triunfo do movimento político da Regeneração (1851), trouxe Garrett à política activa. Fundou um novo jornal, a que chamou A Regeneração.
Devido ao seu temperamento e espírito independente saiu em 1853 do governo regenerador. Regressou então à escrita, iniciando um novo romance, "Helena", que não chegou a concluir pois faleceu em 1854.
Não te Amo
Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n 'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Alberto Caeiro
Cesário Verde
Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras em 1873, frequentando por apenas alguns meses o curso de Letras. Ali conheceu Silva Pinto, grande amigo pelo resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesias (publicadas em jornais) e as actividades de comerciante, herdadas do pai.
Em 1877 começou a ter sinais de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes servem de inspiração a um de seus principais poemas, Nós (1884).
Tenta curar-se (da tuberculose), sem sucesso; vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886.
No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde (disponível ao público em 1901), compilação de sua poesia.
De poesia delicada, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando da forma mais natural possível.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
António Aleixo

domingo, 18 de outubro de 2009
Os Poetas da Turma
Para finalizar...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A caixa, por Rodrigo Paixão
As Banhistas, de Almada Negreiros
Modernismo em Portugal
domingo, 11 de outubro de 2009

Almada Negreiros, Auto-retrato num Grupo, 1925
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal
Painel realizado para o café "A Brasileira". Almada Negreiros (1893-1970), participou com ele no Salão de Outono de 1925, e dele, Vítor Falcão escreveu, no Diário de Lisboa, o seguinte:
"... não se trata de uma composição vazada nos moldes normais, com o aspecto habitual da pintura a óleo, mas sim de uma obra construída por um processo inteiramente pessoal, em que as figuras, resplandecentes de expressão, estão desacompanhadas de todos os acessórios do costume." E finalizava afirmando que "quando um artista como Almada Negreiros ... consegue, na pintura a óleo, à primeira tentativa, deslumbrar-nos assim, pode-se-lhe chamar, como eu lhe chamo, sem hipérbole, um artista genial."
Fonte:
José de Monterroso Teixeira (coord.cient.)
Almada, a Cena do Corpo, p.95
Lisboa, Centro Cultural de Belém, 1993










