terça-feira, 8 de junho de 2010
Bom Estudo
As aulas acabaram, ou a parte mais intensiva delas. Restam-nos, agora, cerca de uma semana para preparar os dois exames. Desejo-vos um óptimo tempo de estudo e mentalizem-se que têm de dar mais uma puxada até ao fim dos exames. Estão quase a acabar mas ainda não acabaram.
Mostrengo - "Mensagem"
O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou trez vezes,
Voou trez vezes a chiar,
E disse, «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo,
«El-Rei D. João Segundo!»
«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou trez vezes,
Trez vezes rodou immudo e grosso,
«Quem vem poder o que só eu posso,
que moro onde nunca ninguem me visse
e escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse,
«El-Rei D. João segundo!»
Trez vezes do leme as mãos ergueu,
Trez vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer trez vezes,
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um Povo que quere o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»
O tão temido, e imaginário monstro que atormentava as naus que andavam em Descobertas. E que, por sua vez, também nos atormentou num teste de Compreensão Oral. Este poema foi analisado em aula aquando da realização do teste.
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