terça-feira, 29 de abril de 2008
DIA DA MÃE (4 de Maio)
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha - queres ouvir-me? –
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugènio de Andrade, in Os Amantes Sem Dinheiro (1950)
Soltando poesia pelas ruas
Profª Alice
Divulgação do «Bookcrossing»
«O Livro da minha Vida»
Profª Alice
segunda-feira, 28 de abril de 2008
COMENTARIO APAGADO
Desde já informo que apaguei um comentario do utilizador "Gardagami", por conter virus,
achei que o deveria pagar para segurança de todos.
Aproveito também para informar a todos os autores, e visitantes deste blog, caso estejam esquecidos, é proibido postar qualquer comentario ou topico contendo virus ou qualquer outra informação tal como se prevê no regulamento, disponivel a todos.
Agradeço a todos os autores que façam o mesmo que eu e apaguem todos os comentario deste genero.
Não se esqueçam de ir divulgando o nosso blog. Obg
Cumps
João Infante
quarta-feira, 23 de abril de 2008
no title
Temos um anjo protector,
Mas onde é que ele está,
Quando a fome abate mais um crente,
Quando a felicidade passa a utopia dos dementes.
Onde estás,
Quando o sofrimento nos aprisiona,
Quando a esperança diz que já não vale a pena.
Onde estás,
Quando cai mais uma lágrima afilhada da sorte,
Quando um coração bate à espera da morte.
Como pode ainda restar poder,
Na espada ensanguentada que matou Lúcifer?
Como pode nascer um novo dia,
Do ventre de uma mulher?
De que nos vale termos,
Um anjo protector,
Se ninguém nos livra do sofrimento,
E da dor.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O Livro da minha Vida
sexta-feira, 18 de abril de 2008
"A minha Leonor" - Tainá
Leonor vai com os amigos
no autocarro com muita caipirinha.
No meio da bebedeira
só tem alegria,
no outro dia ninguém se vai lembrar
do travesti muito bonito
que um dos meninos tentou beijar.
A noite toda dançando
O dia todo cantando
e vinte quatro horas bebendo.
No outro dia uma ressaca
e todos acham que estão morrendo.
As férias acabaram,
Fevereiro chegou,
de volta para a escola
a diversão se foi.
De novo na estrada,
achando que vai morrer
Leonor vai com uma ressaca.
Mais uma caipirinha para ajudar a esquecer.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
O meu auto-retrato - Rita
Magra, de olhos verdes,
aquelas pérolas que tu vedes.
Cabelo ondulado, como as ondas do mar,
sem nunca saber com quem desabafar.
Alegre e divertida
como se a vida fosse uma eterna partida.
Pensativa e sonhadora,
nunca encara a realidade...
e tem medo da verdade.
Ama a vida, ama crescer.
Ama os amigos, sem os quais não sabe viver.
Leva a vida a correr,
sempre feliz por aprender.
" A minha Leonor " - Rita
Leonor pela verdura
Vai fermosa e não segura "
Com uma mini, mini-saia
ela encanta todos nós
sempre com medo que ela caia
lá estão os seus avós.
Leonor, a bela miúda,
pele branca e não escura
vai fermosa e não segura.
Bonitinha a menina,
nunca ela está parada
e seus pais sempre inquietos
com medo da rapaziada.
Leonor, a alegria da cidade,
pura, de pequena altura
vai fermosa e não segura.
" Descalça vai para a fonte
Leonor pela verdura
Vai fermosa e não segura "
Contrato de leitura do 2º periodo

Título do livro: A vingança de Joana D'Arc
Autora: Maria Elena Cruz Varela
Género: Romance
Número de páginas: 190 páginas
Personagens principais: Anna Magdalena é uma das duas personagens principais que constituem este livro. Ela é uma jornalista, sonhadora, apaixonada, insegura e criativa. A outra personagem principal é Henri de Voulland, um padre humilde, corajoso, leal e curioso.
Resumo do livro:
Este livro trata da morte de Joana D'Arc e vários segredos guardados pelos mais altos poderes da Igreja que se encontram provados em vários documentos guardados pelo Padre Le Maistre, que é assassinado por Sua Eminência para não ser descoberta uma imensa teia de mentiras.
O Padre Henri de Voulland é, sem querer, incluído nesta teia, por ter ouvido uma conversa de Padre Le Maistre que, posteriormente, lhe dá um mapa para que este encontre os documentos e prove a inocência da pequena Donzela de Orleães, Joana D'Arc.
Depois de descoberta esta aliança, Henri de Voulland é cruelmente torturado, conseguindo fugir com a ajuda de Jean Lohier, defensor de Joana. Jean Lohier, Henri de Voulland, Cauchon, o Presbítero Massieu e o seu sobrinho juntam-se para despistar Sua Eminência e o Padre Antoine, colocando vários obstáculos e conseguindo, assim, chegar aos documentos que provam a inocência de Joana, mas sem os ver, mantendo o segredo e o mistério.
Na outra parte da história, duas histórias em diferentes épocas cruzaram-se nos sonhos de Anna Magdalena, uma jornalista a quem é pedido que escreva uma novela sobre Joana D'Arc. Mas esta personagem possui uma relação amorosa frustrada com o seu companheiro, com quem partilha conversas intelectuais e imensos momentos de ternura e paixão.
É um romance repleto de suspense que nos dá um final surpreendente e inesperado. É uma nova visão da história por parte da escritora.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O LIVRO DA MINHA VIDA
Um abraço,
Profª Alice


